

Gustavo do Carmo é um jovem jornalista Brasileiro, que neste momento está a fazer o seu mestrado em Jornalimo Televisivo.
Uma das cadeiras que tem no seu currículum, é a Filatelia.
Como é o autor do Blogue "Tudo Cultural" no qual também sou colaborador, enviou-me aqui há dias um pedido, no sentido de responder a umas questões para a sua Tese.
Disponibilizei-me de imediato, e aqui vos deixo a entrevista deste novo Mestre do Jornalismo Televisivo Brasileiro e também para que os Leitores do Blogue fiquem a saber um pouco mais sobre mim e este meu gosto pela Filatelia.
Há quanto tempo você coleciona selos?
Colecciono selos desde 1970.
O que te motivou a colecionar?
O meu pai. Ele já tinha e tem uma excelente colecção de selos portugueses e o meu entusiasmo pela Filatelia veio daí.
Como começou a coleção?
Comecei com selos portugueses. Mais tarde, dediquei-me aos selos estrangeiros e, quando em 1980 se fez a primeira exposição de selos temáticos no meu grupo de Escuteiros, comecei a dedicar-me a esta área. Hoje, além de selos de escutismo, colecciono temáticas como automóveis, faróis, Fauna, entre outras.
Quando se profissionalizou (se não foi bem uma profissionalização, como começou a oficializar a sua coleção)
A minha colecção foi oficializada em 1970, pois tinha um grande Mestre lá em casa que me ensinou como coleccionar selos.
O que é preciso para começar na arte da filatelia? E para manter a coleção?
Primeiro, é preciso gosto, muita dedicação e paciência. Mas a Filatelia é hoje um hobbie caro. São muitas as emissões que saem, e coleccionar selos já não é nada barato!
O que é preciso para ganhar dinheiro com a filatelia?
Eu não ganho dinheiro com a Filatelia. Contudo, há quem compre e venda selos. Esse valor é dado por preço de catálogo. Quanto mais antigo é o selo, mais caro ele poderá ser.
A crise econômica de Portugal atrapalhou os filatelistas?
Não creio. Veja: Muitos selos não passam para venda nos Correios para irem directamente para as mãos do coleccionador.
Você tem selos do Brasil na sua coleção (antes daquele do Chico Xavier que eu te dei.rsrs)?
Sim, tenho imensos selos do Brasil. Não só esse como outros que troquei nos anos 70/80 do século passado num clube japonês em que estava inscrito.
Dos selos que você tem, qual é o seu preferido?
O primeiro selo português de D. Maria II
E entre os selos brasileiros que você tem, qual é o seu preferido?
O selo brasileiro que eu preferia, não tenho. O “Olho de Boi”
Mantém contato com colecionadores brasileiros e de outros países?
Não neste momento.
Com qual nacionalidade você mais gosta de manter contato entre os colecionadores?
Como disse na pergunta anterior, de momento não estou a trocar selos com ninguém. Mas se um dia voltar a estar inscrito num clube filatélico, os selos dos países do Leste da Europa, são os meus eleitos. São de uma beleza rara. Parecem fotografias.
Portugal incentiva a filatelia? Se sim, está satisfeito?
Os Correios de Portugal incentivam sim com carteiras de selos para crianças e jovens. Há é pouca coisa escrita sobre o assunto. Por isso estou a meio de um livro sobre filatelia, baseado em factos reais, para incentivar os jovens a tomarem gosto por este belo hobbie.
Como você vê a arte da filatelia no Brasil?
Os selos brasileiros eram, até há pouco tempo, feitos de papel muito fraco, mas com belas imagens. Agora estão um pouco melhor. Parece que o papel é mais duro, o que dá mais consistência ao selo. Isso torna-o mais procurado e mais valioso.
Você trabalha numa biblioteca. Pra você é mais fácil colecionar selos? Seus patrões te incentivam? Já te ajudaram em alguma coisa na sua arte?
Não. Como já referi, coleccionar selos aqui em Portugal, é um hobbie. O que não acontece aí julgo eu, em que quem tira um curso de bibliotecas, fala de numismática e filatelia.
Em tempos, esses temas eram cadeiras do meu curso de Bibliotecas. Hoje já não.
Por isso o livro e o selo estão separados.
Temos sim o livro filatélico emitido pelos Correios de Portugal sobre variadíssimos temas e onde vêm as emissões referentes ao tema que está a ser tratado no livro.
São livros exclusivos dos CTT – Correios de Portugal – que, porque não, poderão ser encontrados numa biblioteca. Mas muito raramente.
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