A candidatura do Fado à Lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade traduz a vontade de proclamar perante a UNESCO a consagração do valor universal do Fado, representando, de forma indissociável, a afirmação de Lisboa.
Com efeito, a Cidade de Lisboa e o Fado estão tão entrelaçados que é válida a afirmação de que o Fado é parte integrante do património cultural da cidade de Lisboa e de que, apesar do carácter nacional que expressa o Fado, Lisboa é um dos elementos centrais que define a sua identidade.
A Câmara Municipal de Lisboa assume, assim, como “sua” a candidatura do Fado à UNESCO tendo em vista a concretização de um objectivo central: garantir a continuidade do Fado, reforçar a sua visibilidade e promover a coexistência da tradição com uma incessante reinterpretação e recriação artísticas.
A Candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade assenta em 3 eixos essenciais: um Plano de Salvaguarda, um Plano Pedagógico e um Plano de Edição e de Investigação. Com o Plano de Salvaguarda do Património do Fado visa a CML assegurar um sólido envolvimento da Sociedade Civil, designadamente através de parcerias de cooperação, tanto com Entidades representativas da comunidade do Fado, outros agentes cultursais e públicos como com Entidades museõlógicas e arquivísticas consagradas à preservação e estudo do tema.
No âmbito deste Plano de Salvaguarda assume igual relevância a proposta de constituição do Arquivo Digital de Fonogramas de Fado, com vista a centralizar a informação dos registos dispersos por diferentes arquivos e museus. A concretização deste Arquivo será assegurada através da digitalização, tratamento arquivístico, restauro e programação de base de dados, reunindo os fundos das colecções de fonogramas de fado em suporte de vinil de 78, 33 e 45 rpm na posse de diferentes instituições.
Para a preservação do Fado é, igualmente, fundamental assegurar a sua apropriação pelas sucessivas gerações e comunidades. Neste sentido, é dada a maior atenção ao Programa Educativo, tendo em vista promover gradualmente a integração transversal de conteúdos relacionados com o universo e cultura do Fado nos programas escolares que se estendem desde o nível básico ao nível superior, estabelecendo-se um efectivo diálogo entre a comunidade educativa e toda a comunidade do Fado.
A apropriação do conhecimento e fruição do Fado funda-se necessariamente na fixação, actualização e difusão desta expressão cultural de referência. Sublinham-se, assim, as propostas de um vasto Programa Editorial, de promoção de Circuitos Temáticos de Fado na cidade de Lisboa, visando tornar vivo Fado e tornar viva a relação entre o Fado, a cidade de Lisboa e os vários públicos, a criação de espaços de difusão e reactualização do conhecimento e a dinamização de um programa de divulgação internacional do fado.
Esta é, portanto, uma candidatura com um programa ambicioso.
A sua organização é operacionalizada por uma Comissão Científica, que integra os Prof. Rui Vieira Nery, Salwa El-Shawan Castelo – Branco e Dr.ª Sara Pereira (Directora do Museu do Fado), assessorada por uma Equipa técnica, a qual associa elementos do INET/FCSH, da Universidade Nova de Lisboa e técnicos do Museu do Fado, contando, ainda, com o saber de uma Comissão Consultiva, composta por individualidades de reconhecida notabilidade ligados ao Fado, nomeadamente intérpretes, instrumentistas e compositores.
Para o actual Governo da Cidade de Lisboa, a candidatura do Fado à UNESCO é uma prioridade, tendo já sido aprovada por unanimidade e com louvor pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Assembleia Municipal de Lisboa. Depois desta aprovação, foi já iniciado um roteiro de apresentação e sensibilização das mais altas instâncias do Estado para importância desta candidatura, que é de Lisboa e é, também, de todos os Portugueses.
Com efeito, a Cidade de Lisboa e o Fado estão tão entrelaçados que é válida a afirmação de que o Fado é parte integrante do património cultural da cidade de Lisboa e de que, apesar do carácter nacional que expressa o Fado, Lisboa é um dos elementos centrais que define a sua identidade.
A Câmara Municipal de Lisboa assume, assim, como “sua” a candidatura do Fado à UNESCO tendo em vista a concretização de um objectivo central: garantir a continuidade do Fado, reforçar a sua visibilidade e promover a coexistência da tradição com uma incessante reinterpretação e recriação artísticas.
A Candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade assenta em 3 eixos essenciais: um Plano de Salvaguarda, um Plano Pedagógico e um Plano de Edição e de Investigação. Com o Plano de Salvaguarda do Património do Fado visa a CML assegurar um sólido envolvimento da Sociedade Civil, designadamente através de parcerias de cooperação, tanto com Entidades representativas da comunidade do Fado, outros agentes cultursais e públicos como com Entidades museõlógicas e arquivísticas consagradas à preservação e estudo do tema.
No âmbito deste Plano de Salvaguarda assume igual relevância a proposta de constituição do Arquivo Digital de Fonogramas de Fado, com vista a centralizar a informação dos registos dispersos por diferentes arquivos e museus. A concretização deste Arquivo será assegurada através da digitalização, tratamento arquivístico, restauro e programação de base de dados, reunindo os fundos das colecções de fonogramas de fado em suporte de vinil de 78, 33 e 45 rpm na posse de diferentes instituições.
Para a preservação do Fado é, igualmente, fundamental assegurar a sua apropriação pelas sucessivas gerações e comunidades. Neste sentido, é dada a maior atenção ao Programa Educativo, tendo em vista promover gradualmente a integração transversal de conteúdos relacionados com o universo e cultura do Fado nos programas escolares que se estendem desde o nível básico ao nível superior, estabelecendo-se um efectivo diálogo entre a comunidade educativa e toda a comunidade do Fado.
A apropriação do conhecimento e fruição do Fado funda-se necessariamente na fixação, actualização e difusão desta expressão cultural de referência. Sublinham-se, assim, as propostas de um vasto Programa Editorial, de promoção de Circuitos Temáticos de Fado na cidade de Lisboa, visando tornar vivo Fado e tornar viva a relação entre o Fado, a cidade de Lisboa e os vários públicos, a criação de espaços de difusão e reactualização do conhecimento e a dinamização de um programa de divulgação internacional do fado.
Esta é, portanto, uma candidatura com um programa ambicioso.
A sua organização é operacionalizada por uma Comissão Científica, que integra os Prof. Rui Vieira Nery, Salwa El-Shawan Castelo – Branco e Dr.ª Sara Pereira (Directora do Museu do Fado), assessorada por uma Equipa técnica, a qual associa elementos do INET/FCSH, da Universidade Nova de Lisboa e técnicos do Museu do Fado, contando, ainda, com o saber de uma Comissão Consultiva, composta por individualidades de reconhecida notabilidade ligados ao Fado, nomeadamente intérpretes, instrumentistas e compositores.
Para o actual Governo da Cidade de Lisboa, a candidatura do Fado à UNESCO é uma prioridade, tendo já sido aprovada por unanimidade e com louvor pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Assembleia Municipal de Lisboa. Depois desta aprovação, foi já iniciado um roteiro de apresentação e sensibilização das mais altas instâncias do Estado para importância desta candidatura, que é de Lisboa e é, também, de todos os Portugueses.
In:
http://pt-br.facebook.com/pages/FADO-Patrim%C3%B3nio-da-Humanidade/136150693111554?sk=info 
ALFREDO MARCENEIRO
Alfredo Rodrigues Duarte (25 de Fevereiro de 1891, Lisboa — 26 de Junho de 1982, Lisboa) mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.
Vida
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigues Duarte.
Era filho de uma família muito humilde. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
Desde pequeno, sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte. e com o qual teve três filhos.
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
Em 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinha, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
Faleceu no dia 26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer, com 91 anos de idade.
No dia 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
Wikipédia Março 2007

CARLOS RAMOS
Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta - e ao anormal número de grandes êxitos que teve, aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro.
De facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência, nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radio-telegrafia, ofício que aprendera no serviço militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito.
Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.
In:
http://www.macua.org/biografias/carlosramos.html
Imagens dos selos: CTT
1 comentários:
O fado é património mundial. É um grande desafio e uma grande oportunidade para vários responsáveis do Governo português, nomeadamente da Cultura, da Economia e do Turismo. Tal como no fado, também na economia e no turismo só quem tem unhas é que toca guitarra.“
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